Desembargadora pede vista e suspende julgamento sobre cassação de Moro; com placar de 1 a 1

  • 03/04/2024
(Foto: Reprodução)
Moro e os suplentes respondem por abuso de poder econômico na pré-campanha eleitoral de 2022. Caso Moro: Desembargador diverge e empata julgamento O segundo dia de julgamento das duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) que pedem a cassação do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil) terminou com um empate após o desembargador eleitoral José Rodrigo Sade votar pela perda do mandato e pela inelegibilidade. O julgamento será retomado na próxima segunda-feira (8). ✅ Siga o canal do g1 PR no WhatsApp ✅ Siga o canal do g1 PR no Telegram No primeiro dia de análise na Justiça Eleitoral, o relator do caso, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, votou contra a perda do mandato. O magistrado entendeu que as acusações contra o senador por abuso de poder econômico na eleição de 2022 não procedem. O julgamento começou na segunda-feira (1º), no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), em Curitiba, e foi interrompido após o segundo desembargador a votar, José Rodrigo Sade, pedir vista, ou seja, mais tempo para analisar o caso. Com isso, a sessão foi encerrada e retomada nesta quarta-feira. Depois do voto dele, nesta quarta, Claudia Cristina Cristofani, a terceira desembargadora a votar, fez um novo pedido de vista. O que argumentou Sade? José Rodrigo Sade - Desembargador Eleitoral Reprodução No voto, o desembargador eleitoral José Rodrigo Sade considerou como parcialmente procedente os processos para cassar o mandato de Moro e os suplentes, declarar a ilegibilidade por 8 anos a contar a partir de 2022 e a realização de novas eleições, após trânsito em julgado dos processos que confirmem a cassação. O desembargador chamou o julgamento no TRE-PR de "VAR das eleições", fazendo referência ao Árbitro Assistente de Vídeo usado em partidas de futebol, e o classificou como um "caso difícil". Ele apresentou premissas que embasaram o voto dele. Entre elas, Sade reforçou o uso das redes sociais na pré-campanha de Moro. Para ele, não se pode falar em limites geográficos quando se trata de internet. Por conta da amplitude causada pelas redes sociais, o desembargador considerou que a campanha de Moro à presidência, feita em outros estados, teve impacto no Paraná. "Para mim não parece possível simplesmente apagar os caminhos que o pré-candidato percorreu quando ainda estava pré-candidato presidencial. Não se apaga o passado. Tentando participar de três eleições diferentes, desequilibrou, Sergio Moro, a seu favor, a última: a de senador pelo Paraná", afirmou o desembargador. O desembargador citou ainda a cassação do mandato da senadora Selma Arruda, no Mato Grosso. A Justiça Eleitoral considerou que Selma não registrou gastos de R$ 1,2 milhão na contabilidade da campanha. Sade comparou a situação de Moro com a da parlamentar cassada. No primeiro dia do julgamento, o caso dela foi citado tanto pelos advogados dos partidos que pedem a cassação – que compararam a situação –, quanto pela defesa de Moro – que reforçou serem situações diferentes. A fala de Sade fez um aceno a fala do desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, relator do processo. O relator afirmou no voto, ainda no primeiro dia, que os casos não guardavam "nenhuma relação". LEIA MAIS: Voto do relator: Desembargador vota contra cassação de Moro Vídeo: Assista ao momento em que relator conclui voto contrário à cassação Entenda: Como será o julgamento de processos que pedem cassação do senador Quais acusações pesam contra Moro? Duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) pedem a cassação do mandato de Sergio Moro Stephanie Rodrigues/g1 As duas Ações de Investigação Judicial Eleitoral (AIJEs) que pedem a cassação do mandato de Sergio Moro começaram a ser julgadas na segunda-feira (1º), no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), em Curitiba. Elas foram protocoladas por duas frentes antagônicas na política nacional. A primeira pelo Partido Liberal (PL), de base bolsonarista, e a outra pela Federação Brasil da Esperança - FÉ BRASIL (PT/PCdoB/PV), base que elegeu o governo Lula, em novembro e dezembro de 2022. Elas argumentam que durante a pré-campanha de Moro para a Presidência da República ele cometeu abuso de poder político indevido dos meios de comunicação e obteve vantagem indevida em relação aos outros candidatos que disputaram a campanha ao Senado. Os partidos alegam que os gastos com viagens, eventos e publicidade na pré-campanha para a presidência deu a Moro uma visibilidade desproporcional, que impactou a disputa para o Senado. A defesa do senador defende que muitos dos gastos apontados no processo não conferiram a ele nenhuma visibilidade. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2024/04/03/desembargador-vota-pela-cassacao-de-mandato-de-sergio-moro-e-empata-julgamento-no-tre-pr.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

Top 10

top1
1. Coração Cigano

Luan Santana feat Luísa Sonza

top2
2. Cold Heart (PNAU Remix)

Elton John, Dua Lipa

top3
3. As It Was

Harry Styles

top4
4. Sinônimos

Chitãozinho & Xororó, Ana Castela

top5
5. My Universe

Coldplay · BTS

top6
6. Deep Down

Alok · Ella Eyre · Kenny Dope · Never Dull

top7
7. Anti-Hero

Taylor Swift

top8
8. Haja Colírio

Guilherme e Benuto feat Hugo & Guilherme

top9
9. Pode Parar

Alexandre Pires (part. Jorge)

top10
10. Gusttavo Lima

Desejo Imortal (Ao vivo no Mineirão)


Anunciantes