Com sete mortes por leptospirose no ano, região de Campinas tem maior letalidade desde 2007

  • 07/12/2023
(Foto: Reprodução)
Dados abrangem 42 cidades. Ao todo, foram registrados 621 casos notificados da doença até novembro de 2023; desses, 34 foram confirmados. Região de Campinas registra maior número de mortes por leptospirose desde 2014 Com sete mortes por leptospirose confirmadas em 2023, a região de Campinas (SP) registrou a maior taxa de letalidade da doença desde 2007, chegando a 20,59%. Anteriormente, a maior porcentagem registrada foi de 16,13%. Participe do canal do g1 Campinas no WhatsApp 👉 Mas o que é a taxa de letalidade? Resumidamente, trata-se de uma maneira de medir a gravidade de determinada doença. A porcentagem é obtida ao dividir o número de óbitos causados pela doença pelo número de casos confirmados. Os dados abrangem a área do Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Campinas, que inclui 42 cidades. Ao todo, foram registrados 621 casos notificados da doença até novembro de 2023; desses, 34 foram confirmados. Diretora do GVE de Campinas, Márcia Pacóla destaca que a alta taxa de letalidade é resultado de condições climáticas atípicas. “Esse número de casos é a questão de exposição a enchentes, a condições hídricas, lama, esgoto. Estamos em um ano bastante diferente, essa questão das chuvas está um pouco fora do nosso padrão”, destaca. Veja, abaixo, os números contabilizados nos anos anteriores, segundo a secretaria estadual de Saúde: 2022 Casos notificados: 424 Confirmados: 40 Óbitos: 4 2021 Casos notificados: 294 Confirmados: 22 Óbitos: 1 Como é feito o diagnóstico? A leptospirose acontece quando o paciente tem contato com a urina de animais infectados, principalmente ratos. A doença também pode se manifestar por contato com água de enchentes e solo ou alimentos contaminados. “Os principais sintomas são febre, dor de cabeça e dor no corpo, na primeira semana da doença. Posteriormente, se evoluir para uma forma grave, pode vir a ter insuficiência renal, sangramentos graves, sangramento pulmonar, falta de ar e, inclusive, pode levar o paciente a óbito”, explica o infectologista do Hospital da PUC-Campinas, André Bueno. Segundo o infectologista, 10% dos casos da doença evoluem para quadros graves. O maior desafio, no entanto, é o diagnóstico precoce, uma vez que a leptospirose apresenta sintomas muito similares a outras doenças mais comuns, como a dengue. “Tem o exame específico para fazer o diagnóstico mas o grande desafio é suspeitar dessa doença especificamente. […] É muito comum que os médicos não suspeitem e, portanto, não façam a pesquisa e só depois que o paciente evolui para uma forma mais grave, acaba suspeitando, mas o paciente já está internado”, destaca. Moradora limpa área afetada por enchente Reprodução/EPTV Insegurança Anadielem Fernanda Dutra mora na Estrada do Pinheirinho, em Valinhos (SP), com as duas filhas, e a casa é frequentemente afetada por alagamentos. “Tudo, aqui você não vê nada, fica até o muro. Não tem como a gente sair. […] Ela [filha] teve contato, porque a água fico até o pescoço da gente”, conta. A Júlia, filha mais nova, teve febre depois de ter contato com a água da enchente. A mãe pensou ser leptospirose, levou a menina a uma unidade de saúde, mas não foram feitos exames para diagnosticar a doença. “Ela ficou bem mal, ficou de cama, não comida, não bebia água, nada. Deu febre de 38 °C, mas eu acho que não era leptospirose, porque não fizeram exame nenhum na minha filha. [...] A gente fica preocupada tanto com a saúde dos filhos da gente, quanto com a saúde da gente também". Em nota, a secretaria de Saúde de Valinhos informou que o prontuário da criança na Unidade de Atendimento Pediátrico, Ginecológico e Obstétrico Vila Santana vai ser verificado e analisado por uma equipe técnica para que providências sejam tomadas. VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias da região no g1 Campinas

FONTE: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2023/12/07/com-sete-mortes-por-leptospirose-no-ano-regiao-de-campinas-tem-maior-letalidade-desde-2007.ghtml


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